Mesários - A JE Mora ao Lado, em 24.02.2022

Higor Moura atua como voluntário nas eleições desde a adolescência e incentiva outros cidadãos a viver essa experiência

Ao completar 16 anos, o soteropolitano Higor Moura realizou o alistamento eleitoral para obter o título de eleitor e, assim, poder votar pela primeira vez. Mas a relação com a Justiça Eleitoral não parou por aí.

“Na mesma época que tirei o título, me voluntariei para atuar como mesário. Meus irmãos já haviam atuado e, a partir disso, surgiu a vontade de participar ativamente do processo eleitoral”, lembrou ele.

imagem de Higor Moura, mesário voluntário da Justiça Eleitoral
Veja a entrevista no canal do TSE no YouTube.

Com 30 anos, o assessor de comunicação, locutor de rádio e também assistente social contou que a profissão o ajudou a entender mais sobre a função de mesário, além de poder divulgar a importância desse papel para a sociedade.  “A comunicação me ajudou muito, pois por ser conhecido na cidade, pude usar minha profissão para passar informação adiante”, frisou. “Ser voluntário é algo muito bacana, é exercer um papel muito especial no fortalecimento da democracia no país”, acrescentou o voluntário.

Envolvimento

Morador de Paratinga, no extremo oeste baiano, ele contou um episódio curioso que vivenciou durante às eleições. “Eu era mesário, mas queria me envolver mais, e não apenas conferir papelada. Um administrador de sala faltou numa seção que ficava em um povoado a duas horas de distância, deixei minha zona de conforto e me voluntariei para ir até lá fazer a entrega das urnas. Não queria que as pessoas deixassem de escolher os representantes por conta disso”.

Mudança de perspectivas

Higor diz que as experiências como mesário e administrador de sala foram fundamentais para ele consolidar a visão que tem sobre o processo eleitoral. Para ele, o maior erro do ser humano é não buscar conhecimento para, só então, se posicionar. O voluntário defende ainda a atuação como mesário como algo fundamental para todo cidadão.  Diz que, trabalhar nas eleições fez com que ele se interessasse mais pela política e entendesse a importância do processo e do papel como cidadão.

“Digo que todos deveriam viver essa experiência antes de se posicionar ou falar sobre algo que não conhecem. Eu falo com propriedade, pois pude ver na totalidade como é trabalhar nas eleições, o respeito, o cuidado com as pessoas, a questão da transparência envolvida, aprendi sobre o rigor e a organização do trabalho,” contou. “A perspectiva do que ouvi para o que vivi é totalmente diferente. Ao passar por todo o processo na integralidade, consegui desmistificar tudo aquilo que envolve fake news, a partir de pré-conceitos formados”, finalizou.

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