Mesários - A JE Mora ao Lado, em 24.02.2022

Mirhani de Freitas, de Santo André (SP), conta que alterou os dados no cadastro eleitoral para incluir seu nome social

Quando foi mudar dados de endereço no título eleitoral, Mirhani de Freitas, mulher trans, foi convidada pela diretora do cartório a ser mesária nas eleições. E aceitou, começando uma história de colaboração com a Justiça Eleitoral também marcada pela defesa da representatividade e da diversidade, questões consideradas por ela como fundamentais para a democracia brasileira.

Veja a entrevista no canal do TSE no YouTube.

“Dentro da sigla LGBTQI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Queer, Intersexuais), eu sou uma pessoa trans, sou uma travesti. Chama atenção, as pessoas comentam entre si: ‘Olha, fui votar e tinha uma trans mesária, foi muito educada, deu atenção’. Isso é a sociedade. Democracia é isso. Deveria ter uma quantidade maior de pessoas [atuando nas eleições] com deficiência, negras, japoneses, de diversas etnias, para o pessoal perceber que isso é a sociedade, isso é a democracia”, afirma Mirhani.

Natural de Mauá e moradora de Santo André, ambas cidades de São Paulo, Mirhani, hoje com 46 anos, concluiu a graduação como técnica de enfermagem, é promotora de eventos e diz que sua experiência profissional de comunicação com o público facilita a interlocução com o eleitorado na seção de votação. Acostumada com o atendimento de clientes por ter atuado numa empresa de transporte, ela afirma que leu com agilidade documentos até “de cabeça para baixo” na seção de votação.

Veja mais