Eleições anos ímpares - Plano aberto da 51ª seção eleitoral do estado de São Paulo,1945 - 27.01.2023

Pleitos foram marcados por diferentes acontecimentos históricos

As eleições no Brasil são bienais e ocorrem sempre em anos pares, com exceção do Distrito Federal e Fernando de Noronha que somente participam das Eleições Gerais a cada quatro anos, já que não há pleitos municipais nessas regiões. Exemplos mais recentes dessa alternância de votações a cada dois anos foram as Eleições de 2022 para os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal, estadual e distrital e as Eleições de 2020 para prefeito e vereador. Mas nem sempre foi assim. Desde a criação da Justiça Eleitoral no Brasil, em 1932, tivemos seis eleições realizadas em anos ímpares.

Como começou

A primeira delas foi em 1933, ocorrida um ano após a implantação do primeiro Código Eleitoral brasileiro e da criação da própria Justiça Eleitoral. Em 3 de maio daquele ano – uma quarta-feira –, a Justiça Eleitoral foi a responsável pela organização do primeiro pleito nacional depois de sua criação. De forma inédita, o voto foi secreto e contou, também pela primeira vez, com a participação feminina. Todas essas novidades, além da adoção do sistema de representação proporcional e do alistamento e do voto obrigatórios, foram trazidas pelo Código de 1932.

Com um sistema de partidos regionais, a eleição de 1933 contou com a participação de 108 legendas, além de algumas centenas de candidatos avulsos. Foram eleitos 254 deputados, sendo 214 na forma prevista pelo Código Eleitoral e outros 40 indicados por entidades sindicais e associações legalmente reconhecidas. Minas Gerais teve o maior número de deputados por estado com 37.

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