Jornada Justiça e Equidade racial resgatando raízes, transformando futuros - 23.11.2023

Ministra do TSE participou de painel sobre ações afirmativas na 1ª Jornada Justiça e Equidade Racial

“Se hoje não falássemos disso [equidade racial], não poderíamos pensar na possibilidade de ocupar espaços decisórios na mesma proporção que nós ocupamos a sociedade brasileira, que nós criamos a riqueza da sociedade brasileira”. A afirmação, feita pela ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edilene Lôbo, somou-se às reflexões feitas no painel “Ações afirmativas como estratégia de transformação dos espaços de poder” e que integra a programação do 6º Encontro Nacional de Juízas e Juízes Negras e Negros (Enajun), ocorrida nesta quinta-feira (23).

O evento integra as ações da 1ª Jornada Justiça e Equidade Racial: Resgatando Raízes, Transformando Futuros, iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com a participação do Supremo Tribunal Federal (STF), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Na ocasião, a ministra evidenciou o contraste revelado pelos números que apontam que, apesar de constituírem a maior parte da população, as mulheres negras continuam sendo minoria nos espaços de poder. “Nós somos a maioria das mulheres encarceradas, a maioria confinada nos espaços domésticos – 65% das empregadas domésticas – e 5% do Judiciário da magistratura; apenas 1% do Senado da República, 6% da Câmara Federal e, no Executivo municipal, apenas 4% das prefeitas negras”, descreveu.

Para Edilene, os dados confirmam a urgência de se firmar um compromisso com a igualdade: “Nossa luta é para um querer consciente da inclusão e da diversidade”. Ao final da participação no painel, a ministra recebeu uma medalha comemorativa dos 80 anos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

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