Petrolina recebe 4ª edição da audiência pública sobre cota e violência política de gênero

Evento reuniu cerca de 100 participantes

A cidade de Petrolina, no Sertão pernambucano, recebeu na última terça-feira (28/11) a 4ª edição da audiência pública sobre “Cota de Gênero, Violência Política de Gênero e Canais de Denúncia”, promovida pela Ouvidoria do TRE Pernambuco. A audiência tem como principal objetivo ouvir e dialogar sobre o tema a partir dos dados públicos das últimas eleições, bem como refletir sobre a importância de se ampliar a participação feminina na política em todos os níveis, já em preparação para as Eleições Municipais de 2024.

O presidente do Tribunal, desembargador Adalberto de Oliveira Melo, junto com o ouvidor, desembargador eleitoral Carlos Gil Rodrigues Filho, comandaram a reunião que contou com as presenças da diretora da Escola Judiciária Eleitoral (EJE-PE), a desembargadora eleitoral Virgínia Gondim, a titular da Gerência de Fortalecimento Sociopolítico das Mulheres da Secretaria da Mulher do Estado de Pernambuco, Débora Cerqueira, o presidente da OAB Subseção Petrolina, Marcilio Rubens Barboza, o presidente da Câmara de Vereadores da cidade, Aero Cruz, o procurador da Fazenda de Petrolina, Luzemberg Santos (representando o prefeito da cidade), a promotora da 83ª Zona Eleitoral, Rosane Cavalcanti, e a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Francinete Maria Panta Nery.

O evento reuniu cerca de 100 participantes, entre eles, representantes da classe política, do sistema de justiça, de organizações não governamentais e da sociedade civil. Ao todo, 20 oradores e oradoras subiram ao púlpito para debater o assunto. Uma delas, a coordenadora estadual da União Brasileira de Mulheres, Socorro Lacerda, elogiou a iniciativa do TRE-PE. “É de suma importância que essas instituições que têm o poder de deliberar ações para a emancipação da mulher possam fazer esse chamamento público e, aqui, já considero que foi de absoluto sucesso a participação muito bem representada por mulheres que clamam por justiça e igualdade. E que consideram que o caminho da participação política da mulher é o melhor caminho para que essa democracia não seja uma democracia pela metade”, disse.

O presidente do TRE reforçou em sua fala a necessidade e importância de se combater e garantir a todas e todos condições equânimes de participação na vida pública, o que hoje não acontece. “Apesar de termos avançado, ainda somos muito carentes de lideranças e referências femininas. Isso não se deve à ausência de líderes mulheres; mas ao fato de não criarmos mecanismos para que estas lideranças cresçam e frutifiquem”, afirmou.

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