Jornada Justiça e Equidade racial resgatando raízes, transformando futuros - 24.11.2023

Assessora-chefe de Inclusão e Diversidade do TSE participou da última mesa do 6° Encontro Nacional de Juízas e Juízes Negras e Negros

“Nós indígenas enfrentamos um processo de matança dos nossos povos. Nossos colonizadores combinaram de nos matar, mas nós decidimos não morrer. Tentaram nos podar como galhos, mas se esqueceram que somos raízes”. A afirmação foi feita pela assessora-chefe de Inclusão e Diversidade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Samara Pataxó, durante a mesa que encerrou o 6° Encontro Nacional de Juízas e Juízes Negras e Negros (Enajun), que ocorreu no Tribunal Superior do Trabalho (TST) nesta sexta-feira (24). Samara falou sobre o tema “Nossos passos vêm de longe”, dentro do eixo “Memória” do evento.

A assessora-chefe abriu a mesa lembrando que, no Brasil, existem mais de 270 línguas nativas e 300 povos indígenas. Ao traçar o histórico do povo Pataxó, que habita o extremo sul da Bahia, Samara falou de uma contradição histórica. “Dizem que foi lá que o Brasil começou, quando descoberto, mas até hoje somos tratados como forasteiros pelos invasores do nosso próprio território”, pontuou.

Samara afirmou que a opressão aos povos indígenas começou desde a chegada dos colonizadores portugueses ao Brasil. “As formas de extermínio são as mais diversas. Elas começam com a retirada da nossa língua, cultura, passam pelos nossos territórios e vão até a matança dos nossos corpos”.

Luta histórica

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